Parkinsonismo é uma síndrome específica causada por um conjunto de doenças neurodegenerativas ou não. A mais importante forma de parkinsonismo é a Doença de Parkinson.

Descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817 [1], a doença de Parkinson é caracterizada por uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano. Não somente os neurônios dopaminérgicos estão envolvidos, mas outras estruturas produtoras de serotonina, noradrenalina e acetilcolina estão envolvidos na gênese da doença.

A Doença de Parkinson (DP) é dita idiopática, isto é, sem causa definida, mas outras formas de parkinsonismo, como os casos genéticos ou secundários a outras doenças ou exposição a substâncias, e mesmo os chamados parkinsonismos atípicos podem existir, acometendo pessoas de todas as idades e sexos, mas com prevalência maior em pessoas acima de 60 anos de idade.

February 27th, 2008

A síndrome de Marfan, também conhecida como Aracnodactilia, é uma desordem do tecido conjuntivo caracterizada por membros anormalmente longos. A doença também afeta outras estruturas do corpo, incluindo o esqueleto, os pulmões, os olhos, o coração e os vasos sangüíneos, mas de maneira menos óbvia. Seu nome vem de Antoine Marfan, o pediatra francês que primeiro a descreveu, em 1896.

[editar] Pessoas afetadas

Entre pessoas famosas, acredita-se que tinham a síndrome Júlio César, Charles de Gaulle, Sergei Rachmaninoff, Maria I da Escócia, Abraham Lincoln, o violinista Niccolò Paganini e possivelmente Charles Maurice de Talleyrand. Um livro recente sugere que o faraó egípcio Amen-hotep IV (Akhenaton) pode ter tido esta condição. Alega-se que a colunista política norte-americana Ann Coulter sofre da Síndrome de Marfan. Rumores dizem que Osama bin Laden também tem a Síndrome. [1] [2]

O astro do vôlei Flo Hyman, conhecido por ter Marfan, e o compositor de musicais Jonathan Larson, que acredita-se que também tinha a Síndrome, morreram de dissecção de aorta. O ator Brent Collins, da série de televisão Another World, era um anão com Síndrome de Marfan; aos 46 anos de idade, ele teve um repentino crescimento, o que o levou à morte. O ator Vincent Schiavelli possuía a Síndrome de Marfan, e era um membro honorário da National Marfan Foundation [3].

No Brasil, já existe a Fundação Marfan Brasil [4] que tem ajudado no avanço das pesquisas sobre a Síndrome de Marfan.

February 27th, 2008

A artrose sendo a forma mais comum de reumatismo e uma das doenças mais frequentes na espécie humana, é um dos principais factores determinantes de incapacidade física no indivíduo idoso. Em graus variados de intensidade e de compromisso poliarticular, afecta a maior parte da população depois dos 60 anos, embora só nalguns casos atinja gravidade suficiente, para determinar sintomas e alteração morfológica articular com significado. A frequência da artrose aumenta de modo significativo com a idade. Afecta cerca de 20% da população aos 45 anos e quase 100% aos 80 anos. A observação de alterações de carácter artrósico em numerosos esqueletos pré-históricos, demonstra a sua antiguidade de compromisso no homem. Não se trata pois de uma ” doença da civilização “, embora as articulações envolvidas, sejam em certa medida, influenciadas pela adaptação da espécie humana á postura erecta e pelo desenvolvimento da profissão tal como a encaramos hoje. Embora não haja cura para a artrose, a definição para cada doente de um protocolo terapêutico adequado, permite prevenir ou corrigir problemas da morfologia, aliviar os sintomas, melhorar a capacidade funcional e fundamentalmente, a qualidade de vida. Do mesmo modo, o conhecimento do paciente sobre a sua doença, representa como em todas as formas de reumatismo, um elemento da maior importância na determinação dos resultados do seu tratamento.

Os ossos de uma articulação são mantidos em posição adequada, por ligamentos e tendões, que permitem apenas os movimentos normais. Os músculos são também determinantes na manutenção da estabilidade da articulação, sendo esta encerrada numa cápsula fibrosa, no interior da qual um fino véu, produz permanentemente uma pequena quantidade de liquido, designado como sinovial, que actua como lubrificante e nutriente da cartilagem. Numa articulação normal, os topos dos ossos que a compõem, estão cobertos por uma “ capa “ de material elástico esbranquiçado, a cartilagem, que permite o deslizamento suave dos ossos e actua como uma almofada, que absorve o impacto dos ossos no movimento e em particular na carga. A artrose resulta da senescencia e consequente destruição progressiva dos tecidos que compõem a articulação, em particular a cartilagem, conduzindo à instalação progressiva de dor, deformação e limitação dos movimentos. No estabelecimento da artrose, começa por ocorrer uma deterioração da cartilagem, que perde a sua regularidade e elasticidade, o que diminui a sua eficácia e contribui para a sua destruição adicional com o uso repetido e a carga traumática. Com o tempo, grande parte da cartilagem pode desaparecer completamente. Na ausência de parte ou da totalidade da “almofada” da cartilagem, os ossos roçam directamente entre si, causando sensação de atrito ( crepitação ), certo grau de inflamação, dor e limitação de movimentos. Com a evolução no tempo, a articulação pode sofrer deformação visível ou palpável, cuja tradução mais comum são os osteofitos, conhecidos popularmente na coluna, por ” bicos de papagaio “.Em fase evolutiva bastante avançada, fragmentos da cartilagem ou do osso subjacente, podem soltar-se para o interior da articulação e limitar ou mesmo bloquear os seus movimentos. Por outro lado, as estruturas de contenção passiva da articulação, como a capsula articular e os ligamentos, colocadas sob tensão excessiva, podem-se inflamar, retrair ou mesmo romper. Estas alterações, que constituem uma importante causa de dor e incapacidade, podem ser adequadamente apoiadas e tratadas, quando a doença é detectada precocemente ( diagnóstico precoce ).

 

February 27th, 2008

A síndrome de Sjögren ou síndrome de Goujerot-Sjögren é uma desordem autoimune em que as células imunitárias atacam e destroem os ductos das glândulas lacrimais e salivares [1].

O seu nome advém do médico oftalmologista sueco Henrik Sjögren (1899-1986), que foi o primeiro a descrevê-la.

Esta síndrome está muitas vezes associada a outras desordens reumáticas como a artrite reumatóide.

Os sintomas mais característicos são a secura da boca (xerostomia) e dos olhos (xeroftalmia). Adicionalmente poderá haver secura da pele, da mucosa nasal e vaginal. Outros órgãos afectados podem ser: rins, pulmões, fígado, pâncreas, cérebro e vasos sanguíneos.

Nove em cada dez pacientes são mulheres. A idade média de aparecimento da síndrome situa-se por volta dos 50 anos. Calcula-se que a doença afete 0,2% da população mundial.

February 27th, 2008

Síndrome de Down ou trissomia do cromossomo 21 é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra total ou parcialmente. Recebe o nome em homenagem a John Langdon Down, médico britânico que descreveu a doença em 1866. A síndrome é caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal. Geralmente a síndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, assim como de aparência facial. A síndrome de Down é geralmente identificada no nascimento.

Portadores de síndrome de Down podem ter uma habilidade cognitiva abaixo da média, geralmente variando de retardo mental leve a moderado. Um pequeno número de afetados possui retardo mental profundo. A incidência da síndrome de Down é estimada em 1 a cada 800 ou 1000 nascimentos.

Muitas das características comuns da síndrome de Down também estão presentes em pessoas com um padrão cromossômico normal. Elas incluem a prega palmar transversa (uma única prega, ao invés de duas), olhos com formas diferenciadas devido às pregas nas pálpebras, membros pequenos, tônus muscular pobre e língua protrusa. Os afetados pela síndrome de Down possuem maior risco de sofrer defeitos cardíacos congênitos, doença do refluxo gastroesofágico, otites recorrentes, apnéia de sono obstrutiva e disfunções da glândula tireóide.

February 27th, 2008

O cancro é a proliferação anormal de células.

O cancro tem início nas células; um conjunto de células forma um tecido e, por sua vez, os tecidos formam os órgãos do nosso corpo. Normalmente, as células crescem e dividem-se para formar novas células. No seu ciclo de vida, as células envelhecem, morrem e são substituídas por novas células.

Algumas vezes, este processo ordeiro e controlado corre mal: formam-se células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor.

Nem todos os tumores correspondem a cancro. Os tumores podem ser benignos ou malignos.

Os tumores benignos não são cancro:

  • Raramente põem a vida em risco;
  • Regra geral, podem ser removidos e, muitas vezes, regridem;
  • As células dos tumores benignos não se “espalham”, ou seja, não se disseminam para os tecidos em volta ou para outras partes do organismo (metastização à distância).

Os tumores malignos são cancro:

  • Regra geral são mais graves que os tumores benignos;
  • Podem colocar a vida em risco;
  • Podem, muitas vezes, ser removidos, embora possam voltar a crescer;
  • As células dos tumores malignos podem invadir e danificar os tecidos e órgãos circundantes; podem, ainda, libertar-se do tumor primitivo (primitivo) e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático - este é o processo de metastização das células cancerígenas, a partir do cancro original (tumor primário), formando novos tumores noutros órgãos.

O nome dado à maioria dos cancros provém do tumor inicial. Por exemplo, o cancro do pulmão tem início no pulmão e o cancro da mama tem início na mama. O linfoma é um cancro que tem início no sistema linfático e a leucemia tem início nas células brancas do sangue (leucócitos).

As células cancerígenas podem “viajar” para outros órgãos, através do sistema linfático ou da corrente sanguínea. Quando o cancro metastiza, o novo tumor tem o mesmo tipo de células anormais do tumor primário. Por exemplo, se o cancro da mama metastizar para os ossos, as células cancerígenas nos ossos serão células de cancro da mama; neste caso, estamos perante um cancro da mama metastizado, e não um tumor ósseo, devendo ser tratado como cancro da mama.

February 22nd, 2008

“a caspa é contagiosa”
É falso. A caspa não se contagia através da utilização de pentes ou escovas.

“as pessoas com caspa têm mais tendência para a calvície”
É falso. Não existe qualquer relação entre a caspa e a calvície.

“o champô anti-caspa danifica o cabelo, tornando-o seco e sem brilho”
É falso. Hoje em dia existem champôs anti-caspa com fórmulas idênticas às de um champô cosmético. Apenas diferem porque contêm na sua fórmula um ingrediente específico para o tratamento da caspa, que não danifica nem seca o cabelo.

“o champô anti-caspa não deve ser utilizado todos os dias”
É falso. Actualmente existem fórmulas suficientemente suaves que podem ser utilizadas tão frequentemente quanto desejado, como acontece com outros champôs cosméticos.

“se utilizarmos um champô anti-caspa, não se pode utilizar condicionador”
É falso. Um champô anti-caspa, como qualquer outro, pode e deve ser usado em conjunto com um condicionador. Depois pode utilizar-se espuma, gel ou laca.

“o champô anti-caspa pode interferir numa permanente”
É falso. O champô anti-caspa não difere de qualquer outro na sua utilização. Depois de fazer uma permanente, o cabeleireiro pode aconselhar a não lavar o cabelo nos dois ou três dias seguintes, mas este conselho prende-se com o facto de que a frisagem pode perder a força. Depois pode voltar-se à rotina habitual com o champô escolhido.

“a cor de uma tinta vegetal pode deteriorar-se com um champô anti-caspa”
É falso. As tintas vegetais são semi-permanentes e elaboradas de forma a desaparecer pouco a pouco, eliminando-se de igual forma com a utilização de um champô anti-caspa ou qualquer outro.

“os produtos de fixação produzem caspa”
É falso. As pequenas partículas que se depositam no couro cabeludo pelo uso frequente ou excessivo de produtos de fixação podem ser confundidas com caspa, mas não o são. Eliminam-se ao escovar ou lavar o cabelo e nada têm a ver com a descamação provocada pela aceleração do processo da renovação celular.

February 15th, 2008

O que é a caspa?

Identificada por pequenas partículas brancas, visíveis através do cabelo ou caídas sobre a roupa, a caspa resulta de uma aceleração anormal do processo de renovação das células do couro cabeludo, motivada por um fungo, Malassezia, produzido no organismo humano e que existe naturalmente na pele de todos nós.

As células que, num processo normal, têm 28 dias de maturação, desenvolvem-se até à camada exterior num curto período que pode ir até 7 dias. Por não completarem o seu processo normal de maturação, e sem tempo suficiente para secar, as células agrupam-se e desprendem-se em finas películas visíveis – a Caspa.

A caspa é um problema muito habitual, que afecta igualmente homens e mulheres e surge com a puberdade, entre os 16-17 anos. É muito raro ver casos de caspa em crianças, assim como em pessoas com idade superior a 65 anos. De acordo com estudos levados a cabo por Head & Shoulders, cerca de 75% da população portuguesa adulta afirma já ter sofrido de caspa em alguma fase da sua vida.

A caspa não é uma doença nem é contagiosa, é apenas um problema cosmético que influi negativamente no aspecto estético de uma pessoa, mas que pode ser facilmente solucionado com um champô anti-caspa adequado.

É importante certificarmo-nos de que se trata efectivamente de caspa e não de qualquer outro problema dermatológico relacionado com o couro cabeludo. Se o couro cabeludo se apresentar vermelho, inflamado, com humidade ou feridas, trata-se certamente de um problema mais grave e deverá ser consultado o dermatologista.

Quais são as causas da caspa?

A presença de um levado número de colónias de Malassezia, em conjunto com um excesso de secreção sebácea, constituem a condição primordial para o aparecimento da caspa. Entre os factores que desencadeiam o processo contam-se a pré-disposição genética, stress, factores hormonais, dietéticos ou do meio ambiente.

Embora não exista uma explicação científica, a experiência parece demonstrar que a caspa e algumas outras afecções do couro cabeludo, como a dermatose seborreica, dão-se com maior frequência em determinadas estações do ano, especialmente as secas, não existindo no entanto qualquer relação com o país no qual se vive.

February 15th, 2008

O bebé mais pequeno do mundo, uma menina que nasceu com o tamanho de um telemóvel há três meses, está bem e poderá deixar o hospital, em Illinois, no início de Janeiro, anunciaram ontem os médicos. Segundo os pediatras do centro médico da universidade de Loyola, este é o mais pequeno bebé do mundo a sobreviver. A menina, Rumaisa Rahman, pesava apenas 243,8 gramas quando nasceu - a 19 de Setembro -, indicou um comunicado do hospital, situado nos arredores de Chicago. Media à nascença metade do comprimento de um bebé nascido de uma gestação de nove meses. Os médicos ajudaram a nascer Rumaisa e a irmã gémea, Hiba, por cesariana, 14 semanas antes da data prevista. A mãe, de 23 anos, sofria de hipertensão.

Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2004
Diário de Notícias

February 15th, 2008

Leucemia. O que é?

A leucemia é um cancro que afecta as células sanguíneas. Como existem muitos tipos distintos de células sanguíneas existem também muitas variantes diferentes de leucemia, dependendo da célula sanguínea afectada. Desta forma, cada leucemia apresenta características biológicas distintas o que implica necessariamente diferentes opções terapêuticas. Existem uma série de testes diagnósticos que permitem determinar qual o tipo e o grau de extensão da leucemia que afecta um determinado doente. Para uma melhor compreensão deste conjunto de doenças colectivamente designadas por leucemia, bem como do seu tratamento, são necessários alguns conceitos básicos acerca do processo normal de produção de células sanguíneas (ou hematopoiese).

February 15th, 2008